Sabe uma coisa que eu não suporto?
Gente que não é engraçada mas pensa que é engraçada.
Algumas pessoas nascem com um talento natural para a piada, e, quando percebem o momento ideal, fazem aquele comentário brilhante, que arranca gargalhadas mesmo 5 anos depois, quando lembrado pelos amigos em uma mesa de bar.
Hoje eu fui para Brotas fazer rafting, e o instrutor do bote não era uma dessas pessoas. Não tinha talento, e também não tinha bom senso. Na realidade, tinha pouco mais que uma roupa coladinha de neoprene e uma cicatriz no lábio, que, como ele fez questão de contar setecentas e cinqüenta e três vezes, foi atingido por um remo.
Várias vezes eu me vi na iminência de empurrá-lo do bote, mas provavelmente ele iria rir, jogar água em mim, e fazer algum comentário que, com algum esforço, poderia ser entendido como uma piada.
Vou tentar descrever o passeio:
Primeiro todo mundo se apresenta, (“Oi galera, eu sou o instrutor de vocês, e hoje é minha primeira vez nesse rio...rárárárá” ) depois a gente coloca os coletes e entra no bote, (“Pode entrar no bote, a gente já remendou ele e não vai afundar de novo..rárárárá...”) aí a gente começa a remar, enquanto ele passa as instruções, (“quando eu falar “ADEUS” e sair do bote, vocês se viram!! Rárárárá!), aí a gente chega em algumas quedas d’água, (nossa pessoal, alguma coisa ta errada, a gente não vai conseguir descer!! Rárárárá), aí a gente encontra outros botes, (joga água neles pessoal, qualquer coisa eu falo que vocês que começaram!! Rárárárárá)...
Bom, já deu pra entender né!?! O passeio é demais, recomendo pra quem gosta de aventura, natureza e água, mas só se você conseguir agüentar 14 km de piadas sem graça.
E agora que terminei o post sobre rafting, vou surfar na Internet... rárárárá...
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