sábado, 21 de fevereiro de 2009

Carnaval

Car.na.val.

Do grego, putaria generalizada.


“Carnaval” é um substantivo masculino e singular, mas quando misturado com “muito álcool”, acaba indo pra cama com outros substantivos também masculinos, e no plural.


No português correto, a palavra possui uma série de exceções gramaticais. Exemplo:


Na frase “Eu vou pular Carnaval”, o sujeito é indeterminado no meio da avenida, e “Pular” na realidade é um verbo transativo direto que, logo logo, vai estar em um pretérito imperfeito.


Já na frase “Ele vai pular carnaval”, o sujeito com certeza não estará sozinho, e para ficar embriagado terá o particípio de outros sujeitos.


Outro exemplo: “Vou pegar mulher no carnaval”. Mulher é o objeto do verbo, e o objetivo do sujeito. Mas, se por um acaso não houver concordância por parte do objeto, o predicado se transformará em um prejudicado.

Além disso, caso o sujeito pegue a mulher do próximo, é melhor que surja uma partícula pacificadora “se”, ou ele vai SE foder.


Agora um caso bastante interessante: a palavra “carnaval” nunca aparece entre parênteses: “(carnaval).”

Isso porque todo mundo sabe que ficar entre parentes no meio do carnaval é a certeza absoluta de que não vai pegar mulher, e, se pegar, vai ser zoado pra sempre por aquele tio chato do interior.



Ótimo carnaval pra vocês, e aqui vai uma dica importante:

70% dos acidentes de trânsito são causados por pessoas alcoolizadas.

30% bebeu água e se fodeu.


Agora é sério gente... Bebida não combina com direção... Mas se você colocar um limãozinho fica uma delícia ;)




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

-Interrupção-

Meu computador sofreu um acidente e está em estado grave... Tudo indica que estava em um site pouco movimentado quando foi abordado por um grupo de softwares com intenções maliciosas.
A quadrilha inoculou meu computador com um coquetel de vírus e foi embora sem dar explicações, antes que o esquadrão anti-vírus pudesse chegar.
O vírus está avançando muito rápido, e o PC está respirando através de aparelhos. O HD está seriamente comprometido, o que nos faz considerar a prática da eutanásia.
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O capitão do esquadrão anti-vírus, John McAfee, disse que os indivíduos se auto-intitulam MALWARES, e estão ná ativa há algum tempo infectando um série de computadores desavisados, como o meu.
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A população está consternada com o ocorrido, e exige medidas radicais dos Usuários, como não entrar em sites suspeitos e parar a utilização de programas de compartilhamento de arquivos.


--> Atualização (13/02, 11:21) : Graças ao esforço de vários Usuários, o computador já saiu da zona de risco, e está em convalescença. Ele ainda está funcionando com o auxílio de um HD paralelo, mas os especialistas garantem que os danos não foram permanentes.

É, mais uma vez, o acaso protege quem anda distraído!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Retrospectiva das Eleições

Hoje eu vou postar um textinho que eu escrevi na última eleição, no primeiro turno. Algumas coisas deixaram de fazer sentido com o tempo, outras passaram a fazer muito mais:

  “É hoje!

Aquele cartãozinho esverdeado finalmente vai sair da carteira, para dar a alguém um salário de milhares de reais e uma carga imensa de responsabilidade. Nesse domingo chuvoso o nosso dever cívico vai acertar as contas com os manda-chuva do Brasil, e aqueles números seguidos da agradável melodia monofônica vão mostrar o que realmente valem.

Os santinhos na rua, os cartazes na parede. Tudo proibido, claro, mas quem melhor que eles para ilustrar esse dia ritualístico que é a eleição? Também tem a colinha, as filas, os politizadores com megafones, tudo na mais harmônica desordem. Em 9 horas de eleição, quase todos os brasileiros com idade entre 18 e 65 anos saem de suas casas, ficam repassando mentalmente o número de seus candidatos enquanto esperam por sua vez e saem realizados, com um sentimento de “missão cumprida”. Não mais comprida que a fila que tiveram que pegar, mas isso faz parte.

Apesar de todos esses atrativos, o ponto alto desse dia de votação é quando os figurões da televisão e da política comparecem às urnas, evento que (claro) é transmitido para todo o Brasil, como se o voto desses seres especiais fossem valer mais do que os do humilde operário que vota na mesma seção.

Antigamente existiam as chamadas “eleições do cacete” (com o perdão da palavra, mas é o nome que recebia) nas quais alguns comparsas do político mais poderoso ficavam observando o voto do cidadão, para no caso de ele votar “errado”, o pobre homem ser punido a pauladas. O índice de aprovação dos candidatos era quase unânime, por coincidência. Hoje não é muito diferente, já que o tal do “voto secreto” perdeu seu segredo e mistério há tempos, e os amigos e familiares sempre vem com a famigerada pergunta: “Vai votar em quem?” As reações à resposta são das mais variadas. Suspiros, exclamações, cabeças balançando em desaprovação. Em casos mais extremos, brigas de família e nomes riscados do testamento.

A ida ao posto eleitoral, a expectativa, a espera ansiosa pela apuração. Aí vêm as primeiras parciais: irrelevantes, apenas 5,8% dos votos foram computados. Bate o desânimo, a fome, o sono. Alguns, é claro, acompanham até o fim da contagem, mas a maioria sucumbe ao ao cansaço e vai dormir. No dia seguinte o jornal já acusa o resultado tão aguardado. O doce sabor da vitória! A amargura da derrota, ou até mesmo a surpresa de um segundo turno, perigoso, mas promissor.

Todas essas emoções e acontecimentos nos deixam orgulhosos no fim do dia, por saber que vivemos todos sob o estandarte de uma mesma nação, e que por mais que as opiniões se colidam, que os gostos não se misturem, ainda assim saberemos que dentro de 4 anos começará tudo de novo. E tudo igual.”

 

 

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Nada

Sentei pra escrever o post de hoje, mas não veio nada. Fechei os olhos, tentando ver alguma coisa interessante além da dor de cabeça que se iniciava logo atrás do meu olho direito. Não vi nada. Minhas idéias devem ter ido dormir. A única coisa que ainda está acordada aqui em casa além de mim é o meu computador, e desconfio que isso tenha algo a ver com a minha dor de cabeça. Mas o que importa? Eu me conheço há tempo suficiente para saber que eu não vou desligar o computador tão cedo.

É como quando você acorda as 6 horas da manhã e fala: “só mais 5 minutinhos”. Na verdade o que você quer dizer é : “quero dormir pelo resto da minha vida, e, se realmente existir algo depois da morte, quero dormir pelo resto da minha morte também”.

Isso é uma coisa interessante. Esses truques que nossa mente elabora contra nós mesmos. “Depois eu lavo esse prato”, “amanhã eu ligo pra minha avó”, “não vou assistir Big Brother, só quero ver quem vai ser eliminado...”. E a gente não fala só por falar, a gente REALMENTE acredita naquilo. Tem um exemplo que acontece repetidamente comigo:

Cheguei da faculdade meio dia e meia, aquele solzão lá fora, uma fome que espreita desde cedo... A primeira coisa que eu faço é almoçar, depois sento no sofá pra fazer a digestão. Sei. Só pra fazer a digestão, daqui 10 minutos preciso ir. Não vou dormir. Deixa eu ver o que ta passando na TV. Não vou dormir. Ta muito quente, vou tirar o sapato. Não vou dormir. O Globo Esporte ta passando os gols da rodada... PORRA, não era pra eu dormir!

Viu que fácil? Fui enganado mais uma vez pela minha mente! Mas não vou me sentir mal, eu sei que você também é presa fácil pra essa estratégia mental... Ahhh vai negar? 

Será que tem scrap novo pra você?

Vai lá no orkut dar uma olhadinha... É rapidinho, menos de 1 minuto!
Abre outra janela aí no meu blog, é só clicar aqui www.orkut.com ...

A-há!!! Ta vendo??? Você entrou aqui pra ler meu post, e já ta no orkut vendo as fotos recentes dos seus amigos!

Não adianta se enganar nobre visitante... Você é só mais uma vítima da sua mente, ela te controla, e não há nada que você possa fazer.

A única chance que você tem é parar o que está fazendo agora e