Acordei 5 pras 8 da manhã, com um bipe insistente me lembrando que tinha uma reunião da agência.
Enquanto eu ainda estava naquele estado de quase-sonho, só conseguia pensar em uma coisa: “tomara que esteja chovendo”. - Isso porque eu ando a pé, e a chuva é a melhor desculpa que eu tenho para faltas ocasionais.-
Joguei o braço para o lado, e acertei o despertador. Já fazia mais de um mês que eu não usava esse golpe matinal, mas pelo jeito ainda não perdi a prática.
Levantei meio cambaleante, abri a janela na esperança de uma tempestade tropical, com direito a árvores arrastadas e tudo o mais.
Nada.
Nem uma gota. Nem mesmo uma nuvem ameaçadora.
Na verdade até tinham algumas nuvens, mas isso acaba com o efeito dramático da frase de cima.
Caso você ainda não tenha imaginado a cena, era uma manhã de quarta-feira um tanto quanto normal, na verdade era aquele tipo de manhã que, de tão normal, já dava pra saber que o dia não iria trazer nada de especial. Com certeza não foi em uma manhã assim que caiu o Muro de Berlim, ou que Dom Pedro deu seu célebre grito. Não, o máximo que pode acontecer em um dia como esse é uma reunião da agência, e foi só isso que aconteceu.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
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